terça-feira, outubro 16, 2012
Filosofia O Pensamento
Filosofia O Pensamento
Na Antiguidade, dizia-se que “O pensamento é o passeio da alma”, pois este era considerado uma atividade na qual saímos de nós mesmos sem sairmos de nosso interior. Em nosso cotidiano, usamos as palavras pensar e pensamento em sentidos variados, podendo se constituir em uma atividade solitária, invisível para nós e que precisa ser proferida para ser compartilhada, ou também se traduzir em sinais corporais e visíveis.
Pensare deriva-se de pendere, e se caracteriza como uma atividade sobre idéias, opiniões juízos e pontos de vista já existentes, sendo por este motivo substituídos pelos verbos cogitare (significa considerar atentamente e meditar, colocar diante de si alguma coisa para considerá-la com atenção ou forçar alguma coisa a ficar diante de nós para ser examinada) e intelligere (significa escolher entre, reunir entre vários, apanhar, aprender, compreender, ler entre, ler dentro de) nos textos filosóficos antigos e modernos.
Reunindo os vários sentidos desses verbos, podemos chegar à conclusão de que o pensamento é uma atividade pela qual a consciência ou a inteligência coloca algo diante de si para atentamente considerar, avaliar, pesar, equilibrar, reunir, compreender, escolher, entender e ler por dentro, sendo desta forma possível explicar todos os sentidos existentes nos dicionários de língua portuguesa.
O pensamento, portanto, exprime nossa existência como seres racionais e capazes de conhecimento abstrato e intelectual, e manifesta sua própria capacidade para dar a si mesmo leis, normas, regras e princípios para alcançar a verdade de alguma coisa. Quando pensamos, pomos em movimento o que nos vem da percepção, da imaginação, da memória, compreendemos o sentido das palavras, encadeamos e articulamos significações, sendo algumas vindas de nossa experiência sensível, outras de nosso raciocínio e outras formadas pelas relações entre idéias anteriores.
Há várias maneiras de se interpretar o pensar, que pode ser visto como preocupação, cisma ou dúvida; pode ser sinônimo de deliberação e de decisão, como algo que resulta numa ação; pode se referir a algo que se pode ou não querer, algo voluntário e deliberado, uma forma de atenção e concentração; pode representar uma determinada idéia que, definindo algum assunto, foi publicamente anunciada; ou pode ainda, conforme mencionado por Descartes na frase “Penso, logo existo”, indicar a própria essência da natureza humana. Podemos inclusive supor que há bons e maus pensamentos.
Nos dicionários, são dados vários sentidos às palavras pensar e pensamento. Pensar significa: 1.aplicar a atividade do espírito aos elementos fornecidos pelo conhecimento; formar e combinar idéias; julgar, refletir, raciocinar, especular; 2.exercer a inteligência; meditar, ver; 3.exercer o espírito ou a atividade consciente de uma maneira global:sentir, querer, refletir; 4.ter uma opinião, uma convicção; 5.supor, presumir, crer, admitir, suspeitar, achar; 6.esperar, tencionar; 7.preocupar-se; 8.avaliar; 9.cismar. Pensamento significa: 1.o ato de refletir, meditar ou pensar, ou o processo mental que se concentra em idéias; 2.atividade de conhecimento ou tendo por objeto o conhecimento; 3.consciência, mente, espírito, entendimento, intelecto, razão; 4.poder de formular idéias e conceitos; 5.faculdade de pensar logicamente, raciocínio, ponto de vista, formulação de um juízo; 6.aquilo que é pensado ou o resultado do ato de pensar; idéia, ponto de vista, opinião, juízo; 7.fantasia, sonho, devaneio, lembrança, recordação, cuidado, preocupação, expectativa; 8.conjunto de idéias ou doutrina de um pensador, de uma sociedade, de um grupo, de uma coletividade.
Pensar é, portanto, suspender o julgamento até se formar uma idéia ou opinião, comparar os pontos de vista, avaliar, julgando seu valor e se essa idéia é verdadeira ou falsa, justa ou injusta, examiná-las, ponderando os pontos de vista para escolher um deles e equilibrar, encontrando um meio-termo entre extremos ou opiniões opostas.
quinta-feira, setembro 06, 2012
CRITICA SOCIAL
Estamos na era da facilidade, a onde tudo é facíl pois possuimos, um capitalismo axagerado, bens de consumo, são colocados todos os dias a nossa disposissão.
A competividade virou uma luta selvagem, pois quem pode mais chora menos, que chore a sua mãe que a minha, são ditados populares mas que estão em nosso cotidiano, o ser humano, se tornou tão competitivo que grandes corporações, simplesmente estão abocanhando pequenas empresas, e o resultado disso, é que muitos tem pouco e a grande parte do dinheiro do planeta, está na mão de poucos. O que fazermos se o modismo tomou conta,o desemprego, em países considerados os top está muito grande, fazer o que se para que as vendas aumentem se faz incentivos exagerados, para o povo comprar mais. As vendas ficam maiores,e não se preocupamos com a natureza pois ela poderá ser totalmente devastada, apenas por interesse econômicos. Rio poluido o problema não é meu, em uma geração que carrega a informação na ponta dos dedos, mas simplesmente sem conciência de que somos todos seres humanos e que dependemos de muitos fatores naturais para sobreviver....Prof José Roberto
segunda-feira, agosto 06, 2012
Fundamentos da Sociologia
FUNDAMENTOS SOCIOLÓGICOS DA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA
Não há pretensão, aqui, de esgotar o tema. A função do presente texto não é aprofundar teorias sociológicas ou realizar abordagens academicistas que nos coloquem distantes da realidade em que vivemos. Estudos desse estilo, certamente os encontramos em bibliotecas ou livrarias. Nosso propósito, ao contrário, é suscitar um debate democrático e solidário sobre a realidade, apontando algumas pistas rumo a metodologia que possam provocar mudanças pessoais e coletivas, gerando comunhão e participação, na formação de uma sociedade autônoma, dona de seu destino.
Tenho certeza que podemos pensar as coisas pelo menos sob dois enfoques. Ou pensar as coisas da educação, da realidade, do mundo, do ser humano, da cidadania, da vida, do ponto de vista funcionalista-positivista, ou pensá-las dialética-histórica-criticamente. Aqui entra o papel da reflexão os Fundamentos Sociológicos da Educação. Aprofundar essas duas concepções ou teorias em sala de aula é fundamental. Mais: buscar caracterizar como se dão, na prática, estas duas teorias é questão emergencial. Aprofundemos um pouco estas questões. O que significa uma sociedade adestrando seus cidadãos para a assimilação, na prática, do discurso positivista? As coisas estão postas, a educação está posta, é assim que correrá o seu curso. A sociedade está organizada de maneira tal, que tudo o que acontece, acontece de modo funcional. O ser humano vai internacionalizando, introjetando esta concepção de mundo. Dela vai decorrer uma prática submissa, intimidada, de perda de identidade, de perda da historicidade, de moralismo exacerbado e autoritário, repressivo e opressivo. A Escola cumpre o papel de censor, reprimindo, punindo, suprimindo os sonhos e as buscas.
Uma abordagem séria sobre nossa realidade nos permitirá perceber que o modelo sócio-político que temos implantado é um modelo fundamentado no “caldo” ideológico do positivismo. Aliás, não é difícil imaginar e entender a razão histórica para tantos regimes de extrema-direita se terem instalado na América Latina contemporânea. Não é acaso a utilização de um aparato repressivo, seja ele jurídico ou militar, como forma de legitimar o modelo que se pretendia impor ao Continente, opondo a “lei da força” à “força da lei”. Já se disse, com muita propriedade, que, em toda a dimensão política, existe a ação pedagógica; que toda a dimensão pedagógica subjaz uma ação política. A ausência de um caráter crítico da organização e da participação, a apatia e o conformismo são sinais claros do modelo que busca impedir o acesso do cidadão à sua plena maturidade política, prática marcada pela liberdade. Penso que temos aqui um grande tema de discussão em sala de aula. Por que não estudar, com nossos educandos, temas como: alienação da juventude, opressão x cidadania no contexto brasileiro e Latino-americano? Por que não aprofundar, com eles, as saídas que os povos vêm encontrando rumo à sua maturidade? Quando trazemos para a sala de aula Movimentos pelos direitos da mulher, da cultura negra, de defesa das nações indígenas, de organização do meio popular, de organização do meio estudantil, estamos apontando para novas saídas, para uma sociedade que quer tomar a história na mão e ter plena consciência da cor do seu destino. Estes estudos podem perfeitamente ser feitos a partir de pesquisas, de painéis, de seminários, de contato concreto com a realidade de cada segmento. Quando a isso nos propomos, estamos fazendo sociologia? Se quisermos uma resposta acadêmica, diria que não. Se buscamos, porém, com nossos alunos, o estabelecimento da relação entre a função da sociologia e da escola como processo de socialização, de formação da cidadania, não temos como deixar de caminhar rumo a esta postura de trabalho.
São perguntas significativas, das quais não temos o direito de abdicar: a quem queremos formar? Para quem formamos? Que horizontes descortinamos? Que visão de realidade temos? Que interpretação da sociedade fazemos? Espontaneísta? Crítica? O que buscamos com nosso fazer pedagógico?
Na verdade, nossa prática didático-pedagógica, explícita ou implícita, afirma, queiramos ou não, toda nossa concepção de sociedade, de política, de mundo. Na perspectiva de um currículo emancipador, a sociologia da educação torna-se vital para provocar uma discussão científica, que faça uma interpretação competente, sistemática e orgânica da realidade, que possa permitir que as demais disciplinas de um curso de formação de magistério, como as didáticas, possam apontar para saídas de um projeto educacional formador de cidadania.
Por isso, a Sociologia da Educação se insere nos Fundamentos da Educação, fundamentos que nos lembram: base, referência, paradigma. Olhando para a prática de todos nós, educadores brasileiros, penso que nos falta, ao fazermos educação, olhar para o homem e olhá-lo num processo de relações afetivas, agindo, interagindo na sociedade. Acredito que somente quando assumirmos, na prática, o específico que nos cabe fazer na transformação da sociedade, seremos partícipes e co-autores da Utopia. Cabe-nos ser competentes didática e pedagogicamente. Esta é a nossa função, esta é a nossa contribuição ao mundo do trabalho, onde também se dá a formação do homem como sujeito de direitos, sujeito de dignidade, construtor da solidariedade. Aqui, apontamos para uma outra dimensão essencial em nossa prática. Magistério, bico ou profissão? Na educação das séries iniciais, onde se encontra parte dos meus alunos, o educador não pode escapar desta discussão. Como falar em Direitos às crianças, como apontar a liberdade e a dignidade como valores de vida, se não estou convencido desta opção na minha própria vida? Se a Escola é lugar onde se fazem e se produzem relações humanas, será nesse local que se gestará a mudança, a vida, a liberdade, na vivência do cotidiano. Caso contrário, haverá de ser um espaço onde começaremos a perpetuação da opressão, da desigualdade, da exploração, da omissão... não existe neutralidade. Ou somos a favor do homem, ou seremos a favor de ideologias, de sistemas opressores que se apropriarão do destino deste homem em nome de leis, tradições, estruturas.
Educar o social. Deixar que o social interpele e questione o educando. Educação e cidadania são coisas que convergem. Educar o cidadão para que seja autor de seu destino, para que assuma a sua dimensão histórica, cuidando da vida, da sua, dos outros, de todos, numa dimensão horizontal. Cidadania: dizer não à repressão, dizer não à escravidão, dizer sim à liberdade de expressão, à vivência da solidariedade, à construção comunitária de uma experiência de prática política de autonomia, de reciprocidade, de cooperação e de responsabilidade. Quando promovemos, em sala de aula, um seminário sobre conjuntura nacional, aprofundando questões angustiantes da realidade brasileira, quando somos capazes de analisar suas causas e efeitos, quando somos capazes de discernir saídas, estamos discutindo e aprofundando a compreensão da sociedade, suas relações, a questão do poder, a necessidade da mudança. É impossível discutir cidadania, pensar a realidade globalmente, sem pensar e discutir a realidade da fome, da saúde, das condições de trabalho...
Urge que os Fundamentos da Educação estejam comprometidos com uma proposta que coloque a defesa da vida como valor maior da nossa ação pedagógica. É preciso pensar o homem como sujeito de direitos: direito à alimentação, à saúde, ao trabalho, ao lazer, à expressão política, ao salário justo, direito à habitação, à livre expressão, à livre organização, à escolha livre de um credo ou não... Estes são caminhos para a formação da consciência e de uma prática solidária. Na minha experiência pessoal de formação de adolescentes, futuros educadores, tenho tido o cuidado e a insistência de cultivar as chamadas atitudes de fundo, a tão fundamental sensibilidade, a solidariedade, a bondade. Somente quando mergulhamos na ótica de uma educação pelo “mais”, conseguiremos provocar uma atitude que conduza ao inconformismo e à mudança.
É preciso oportunizar situações concretas em sala de aula para este tipo de vivência. Nem sempre nos damos conta de que, embora tendo um conteúdo crítico, nossa prática é autoritária e domesticadora. O cultivo destas atitudes de fundo vai se dando na forma de como organizamos o espaço em sala de aula: democrático, gerador de comunhão e participação; e no modo como nos relacionamos no cotidiano com nossos educandos. As estratégias de como decidir cooperativamente os critérios norteadores de avaliação (temida e odiada), a forma de como planejamos o trabalho e o modo de como socializarmos e envolvemos cada aluno são maneiras de respaldar o discurso explícito manifesto numa prática implícita. Certamente não estou dizendo nenhuma novidade. Pelo menos em algum momento já pensamos nisso. A verdade, porém, é que não fazemos isto. E nossos alunos dos cursos de magistério, ao saírem, continuam a repetir as mesmas práticas domesticadoras e bancárias, verticalistas, porque contribuímos também para isto. A Sociologia da Educação deve propiciar a percepção da relação intrínseca entre a prática da liberdade – expressão da libertação – e o projeto sócio-político que a referencia e a norteia. É preciso discutir e aprofundar o mito de que as mudanças sociais dependem da Escola. Hoje, é preciso rever esta posição. Uma sociologia positivista até que ajudaria a sustentar este mito. Não queremos isto. A Escola tem o seu papel no processo de mudança, mas os meios de socialização são os mais variados possíveis
segunda-feira, julho 23, 2012
quarta-feira, maio 16, 2012
segunda-feira, março 26, 2012
Saber mais: Pra não Dizer que não Falei das Flores (1968) de G...
Saber mais: Pra não Dizer que não Falei das Flores (1968) de G...: http://www.youtube.com/watch?v=Hc-gXX2bnD0
sexta-feira, março 02, 2012
sexta-feira, fevereiro 24, 2012
CONCEITO DE SOCIOLOGIA
A sociologia é uma ciência que se dedica ao estudo dos grupos sociais (conjunto de indivíduos que convivem agrupados em diversos tipos de associações). Esta ciência analisa as formas internas de organização, as relações que os sujeitos mantêm entre si e com o sistema, e o grau de coesão existente na estrutura social.
Pode-se dizer que a sociologia existe há muito tempo, já antes que se viesse a desenvolver enquanto ciência ou que cujo objecto de estudo se delimitasse. No século V a.C., Heródoto dedicou-se à realização de completas descrições dos povos e dos seus respectivos costumes. Ibn Jaldún (1332-1406), por sua vez, foi quem deu origem ao termo Ilm el Iytima (a ciência da sociedade ou do social).
Auguste Comte foi quem se encarregou de dar forma ao conceito de sociologia, em 1838, por ocasião da apresentação do seu Curso de Filosofia Positiva. A sociologia viria a consolidar-se como uma ciência autónoma recente em meados do século XIX. O século XX já ia bem avançado quando se começou a diferenciar diferentes escolas e correntes dominantes.
A sociologia pode ser estudada a partir de diferentes métodos: o qualitativo, que inclui descrições detalhadas de situações, comportamentos e pessoas, e que também pode incluir o relato dos participantes, contado na primeira pessoa; e o método quantitativo, que é encarregue das características e variáveis podendo ser representadas por valores numéricos e que permitem procurar possíveis relações através da análise estatística.
No que diz respeito aos principais paradigmas sociológicos, destacaremos o funcionalismo (segundo o qual as instituições sociais são meios desenvolvidos colectivamente para satisfazer necessidades da sociedade), o marxismo (a teoria do conflito), o interaccionismo simbólico (em que se destaca o carácter simbólico da acção social), o estruturalismo e a teoria de sistemas.
CONCEITO DE FILOSOFIA
O termo “filosofia” vem da soma de dois radicais gregos, o “filo” que significa amigo ou amante, aquele que deseja e se compromete afetuosamente e incondicionalmente a outro tanto no ato de amar quanto à lealdade, e a palavra “sofia”, significa sabedoria. Para os gregos a sabedoria era algo divino, que era revelado aos mortais pelos deuses. A sabedoria não era adquirida por mérito, mas por dádiva dos deuses.
Partindo do significado das palavras, alguns filósofos, acreditam que a filosofia é constituída por três conceitos:
- Razão: O Filósofo é a razão em movimento na busca de si mesma;
- Paixão: O Filósofo antes de tudo é um amante da sabedoria. Toda atitude humana, inicialmente é passional. O que move o mundo não é a razão, mas a paixão;
- Mito: O Filósofo é um mítico em busca da verdade velada. Só pensamos naquilo que cremos, e só cremos naquilo que queremos;
Historicamente, o primeiro pensador grego a usar a palavra filosofia foi Pitágoras de Samos no Século VIII ac. Um fato interessante é que a ciência surgiu a partir da filosofia, pois o homem reorganiza as inquietações que assolam o campo das idéias e utiliza-se de experimentos para interagir com a sua própria realidade.
De fato, não há um consenso entre os filósofos sobre o conceito da filosofia, alguns acreditam que ela busca o significado para questões que o homem carrega com ele e busca entender o seu comportamento perante algumas situações.
domingo, setembro 11, 2011
DATA DE FUNDAÇÃO DO MUNICIO DE OURO
DATA DE FUNDAÇÃO DO MUNICIO DE OURO
Fundado em 20 de outubro de 1906 por descendentes de imigrantes italianos vindos do Rio Grande do Sul, foi instalado como município em 7 de abril de 1963.
A cor amarelada dos campos de trigais, cereal mais importante da época da colonização, originou seu nome.
quarta-feira, setembro 07, 2011
HISTÓRIA DE CAPINZAL
A história nos conta que nos anos de 1840, Jusuino de Matos requereu as primeiras terras do Governo Imperial para ser colonizada a área. Estas terras chamavam-se Campo Bonito, que acabaram não sendo colonizadas e depois foram vendidas para outros colonizadores: João Ferreira da Silva, Barão de Antonina e Manoel Lopes de Abreu. Grande parte destas áreas hoje constitui-se a parte física e geográfica de Capinzal. As terras capinzalenses, antes da ferrovia, se mantinham inexploradas e, apenas, serviam de passagens por caminhos e veredas aos homens do sertão, índios, tropeiros e os remanescentes das revoluções Farroupilha (1835-1845) e Federalista (1891-1894). No final do Século XIX, Capinzal não passava de uma extensa fazenda de propriedade de Antônio Lopes de Abreu. Este então, interessou-se em colonizar a área. O povoamento de Capinzal principiou pelos anos de 1890, com elementos lusos penetrando pelas margens do Rio do Peixe. "Sabemos que, historicamente, os cursos dos rios além de atrair núcleos humanos as suas margens, podem servir como fator de desenvolvimento econômico e social quando vistos, por exemplo, como fonte de energia, como meio de locomoção e transporte, como meio potencial para a irrigação e também como forma de lazer". Livro Capinzal, Fronteiras Socioeconômicas: Um diagnóstico municipal; Holga Maria Siviero Brancher. No início do Século XX , a partir de 1906, descendentes de italianos, vindos do Rio Grande do Sul, passaram a ocupar áreas à margem do Rio do Peixe. Foram os primeiros moradores e colonizadores de Capinzal, dedicando-se à agricultura, pecuária e comércio. Foram eles: João Vachi, José Blasi, Antônio Freitas, Carmine Zoccoli, José Zoccoli, Paulo Lenzi, Bernardinho Macedo, Manoel Bitencourt, Vergílio de Moraes, Leandro Padilha, Francisco Miguel, Frederico Alves, Adelino Ferreira, José Maria, com suas famílias, respectivamente. No ano de 1910, Capinzal começou a desenvolver-se com a construção da estrada de ferro São Paulo - Rio Grande do Sul – Inaugurada em 20 de Novembro de 1910. Nesta época, Capinzal se chamava "Rio Capinzal" e pertencia ao Município de Campos Novos. Pela Lei Municipal nº 206, de Campos Novos, de 18 de Novembro de 1914, foi criado o Distrito de Rio Capinzal, constituindo-se no distrito mais antigo da margem esquerda do Rio do Peixe e o segundo da região. O povoado foi crescendo, vivendo de uma economia baseada na atividade agropastoril e pequenas indústrias que se foram instalando, entre essas: serrarias, frigoríficos, cerâmicas, fábricas de laminados e compensados, fabricas de caixas, fábricas de vinhos, destilaria de licores, fábricas de móveis, fundição de ferro e bronze, fábricas de cerveja, moinhos de trigo, milho, ervateiras... Pela Lei 249, de 30 de Dezembro de 1948, Capinzal emancipou-se e perdeu a denominação do Rio e ficou apenas Capinzal. Em 17 de fevereiro de 1949 foi instalado como Município, sendo nomeado como primeiro prefeito, provisório, Antonio de Pádua Pereira. A formação jurídica deu-se a Comarca de Capinzal, criada pela lei nº 1.171 de 10 de Dezembro de 1954, tendo sido solenemente instalado em 4 de Junho de 1956. Atualmente é Comarca de 2ª Instância, com jurisdição sobre os municípios de Ouro, Lacerdópolis, Piratuba, Ipira e a própria sede. O primeiro juiz titular da Comarca foi Gervásio Nunes Pires e o seu primeiro Promotor Público Dr. Faitalo Coelho de Souza. "Resgatar e revisar o passado é tarefa para aqueles que acreditam no futuro; pois, nos exemplos e bases sólidas dos feitos progressistas, que se empreendem projetos que, verdadeiramente, frutificam" (Dr. Vitor Almeida). Antonio Lopes foi a São Paulo levar gado, onde ofereceram sementes de capim, para plantar pastagens para os animais. Retornando lançou a semente na terra, às margens do Rio do Peixe e de outro rio sem denominação na época, o qual passou a ser chamado Rio Capinzal devido aos capins que ali foram semeados. Esses capins se adaptaram muito bem ao clima e a terra do local, vindo a multiplicar-se desenfreadamente, invadindo até as terras vizinhas, onde hoje se localiza o centro da cidade de Capinzal. Desta forma, pela imensa quantidade de capim existente nessa região, o povoado passou a se chamar Rio Capinzal. Fonte histórica Livros do doutor Vitor Almeida.
segunda-feira, setembro 05, 2011
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